o que é NDA

O que é NDA e quando você precisa de um acordo de confidencialidade

personEquipe Firmou
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calendar_today13 de abril de 2026
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schedule7 min de leitura

Você tá prestes a fechar uma parceria com outra empresa. Antes de mostrar seus números, sua estratégia e sua lista de clientes, precisa de uma garantia de que essas informações não vão parar na concorrência. É aí que entra o NDA.

NDA é a sigla pra Non-Disclosure Agreement — em português, Acordo de Confidencialidade ou Acordo de Não Divulgação. É um contrato que obriga as partes a manterem sigilo sobre informações compartilhadas durante uma negociação, parceria ou prestação de serviço.

Parece coisa de empresa grande, mas não é. Qualquer pessoa que compartilha informação sensível numa relação profissional deveria usar um NDA. E fazer um é mais simples do que parece.

Quando você precisa de um NDA

Nem toda situação exige um NDA. Mas algumas são arriscadas demais pra ficar sem:

Negociação de parceria. Duas empresas avaliando se vão trabalhar juntas precisam trocar informações estratégicas — faturamento, base de clientes, planos de expansão. Se a parceria não rolar, essas informações não podem vazar.

Contratação de freelancer ou consultor. Se o profissional vai ter acesso a dados internos da empresa (código-fonte, estratégia de marketing, dados financeiros), um NDA protege essas informações. Isso é especialmente importante em tecnologia, onde um dev freelancer pode ver todo o código do produto.

Apresentação pra investidores. Antes de mostrar seu pitch deck com projeções financeiras e estratégia de mercado, peça ao investidor pra assinar um NDA. Nem todos aceitam (investidores grandes costumam recusar), mas pra anjos e fundos menores é prática comum.

Processo seletivo pra cargos estratégicos. Candidatos a posições de diretoria ou gerência podem ter acesso a informações confidenciais durante o processo. Um NDA garante que, mesmo que não sejam contratados, não vão usar essas informações.

Fusão ou aquisição. Quando uma empresa avalia comprar outra, precisa ver os números de perto. O NDA protege ambos os lados durante a due diligence.

NDA unilateral vs bilateral: qual usar

A diferença é simples:

Unilateral: só uma parte compartilha informações confidenciais. A outra recebe e se compromete a não divulgar. Exemplo: você contrata um designer e mostra a estratégia de rebranding da empresa. O designer assina o NDA se comprometendo a não contar pra ninguém.

Bilateral (mútuo): ambas as partes compartilham informações e ambas se comprometem ao sigilo. Exemplo: duas startups avaliando uma integração entre seus produtos. As duas mostram dados técnicos e estratégicos.

Na dúvida, vá de bilateral. Mesmo que inicialmente só um lado vá compartilhar informações, é comum que durante a conversa o outro lado também acabe revelando coisas. O bilateral protege todo mundo.

O que um bom NDA precisa ter

Definição de informação confidencial

Essa é a parte mais importante. O NDA precisa definir claramente o que é considerado confidencial. Pode ser amplo ("toda informação compartilhada durante a parceria") ou específico ("dados financeiros, lista de clientes e código-fonte").

Quanto mais específico, mais fácil de fazer valer na Justiça. "Tudo é confidencial" é vago demais e pode ser contestado.

Exceções à confidencialidade

Nem tudo pode ser confidencial. As exceções padrão são:

  • Informações que já eram públicas antes do NDA
  • Informações que a parte receptora já conhecia por outros meios
  • Informações que se tornaram públicas sem culpa da parte receptora
  • Informações que precisam ser divulgadas por ordem judicial

Sem essas exceções, o NDA pode ser considerado abusivo.

Obrigações da parte receptora

O que a pessoa que recebe as informações precisa fazer: não divulgar, não usar pra benefício próprio, limitar o acesso a quem realmente precisa saber, proteger com o mesmo cuidado que protege suas próprias informações confidenciais.

Prazo de vigência

Por quanto tempo o sigilo vale. O mais comum é 2 a 3 anos após o término da relação. Pra informações muito sensíveis (segredo industrial, fórmulas, algoritmos proprietários), pode ser 5 anos ou mais.

Cuidado com prazos indeterminados — um NDA "eterno" pode ser contestado na Justiça como abusivo. Defina um prazo razoável pro tipo de informação.

Penalidades por descumprimento

O que acontece se alguém quebrar o sigilo. O padrão é uma multa fixa (cláusula penal) mais o direito de cobrar perdas e danos adicionais. O valor da multa varia — R$10.000 pra um NDA entre freelancer e cliente, R$500.000 pra um NDA entre empresas grandes.

A multa precisa ser proporcional ao dano potencial. Multa de R$1 milhão num NDA entre dois MEIs vai ser reduzida pelo juiz.

Devolução ou destruição de materiais

Quando a relação terminar, o que acontece com os documentos, arquivos e dados compartilhados? O padrão é devolver ou destruir tudo, com confirmação por escrito.

NDA e a legislação brasileira

O Brasil não tem uma lei específica sobre NDA, mas ele é perfeitamente válido com base em:

  • Código Civil (art. 421) — liberdade contratual. As partes podem contratar o que quiserem, desde que não viole a lei.
  • Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/96) — protege segredos industriais e de negócio.
  • LGPD (Lei 13.709/2018) — se as informações confidenciais incluem dados pessoais, o NDA precisa estar alinhado com a LGPD.
  • Código Civil (arts. 186, 187 e 927) — responsabilidade civil por danos causados pela quebra de sigilo.

Na prática, NDAs são respeitados pela Justiça brasileira. Se alguém quebrar o sigilo e você tiver um NDA assinado com multa definida, as chances de ganhar a ação são altas.

Erros comuns em NDAs

Definição vaga de "informação confidencial". Se tudo é confidencial, nada é. Seja específico sobre o que está protegido.

Prazo desproporcional. NDA de 10 anos pra uma consultoria de 2 meses é exagero. O prazo deve ser proporcional à sensibilidade da informação.

Multa desproporcional. R$500.000 de multa num NDA entre dois freelancers não vai ser levado a sério pelo juiz. Defina valores realistas.

Não assinar antes de compartilhar. O NDA precisa ser assinado ANTES de você mostrar qualquer informação confidencial. Depois que o gato saiu do saco, o NDA não resolve.

Usar NDA quando uma cláusula de sigilo basta. Se você já tem um contrato de prestação de serviço, pode incluir uma cláusula de confidencialidade nele. NDA separado faz mais sentido quando não há outro contrato entre as partes (negociação, avaliação de parceria).

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Perguntas frequentes

NDA tem validade jurídica no Brasil?

Sim. Embora não exista uma lei específica sobre NDA no Brasil, ele é um contrato válido com base no Código Civil (liberdade contratual, art. 421) e na proteção ao segredo industrial (Lei 9.279/96). Se alguém quebrar o sigilo, pode ser processado por perdas e danos.

Qual a diferença entre NDA unilateral e bilateral?

No unilateral, só uma parte compartilha informações confidenciais (ex: empresa mostra dados pra um consultor). No bilateral, ambos compartilham (ex: duas empresas avaliando uma parceria). O bilateral é mais comum em negociações entre iguais.

Por quanto tempo um NDA vale?

Depende do que foi combinado. O mais comum é 2 a 3 anos após o término da relação. Pra segredos industriais críticos, pode ser 5 anos ou indeterminado. O prazo precisa ser razoável — um NDA eterno pode ser contestado na Justiça.

O que acontece se alguém quebrar o NDA?

A parte prejudicada pode processar por perdas e danos. Se o NDA prevê multa (cláusula penal), o valor é cobrado diretamente. Além disso, pode pedir indenização por lucros cessantes e danos morais, dependendo da gravidade.

Preciso de NDA pra contratar freelancer?

Depende do projeto. Se o freelancer vai ter acesso a informações sensíveis (estratégia de negócio, dados de clientes, código-fonte proprietário), sim. Pra projetos genéricos sem informação confidencial, uma cláusula de sigilo no contrato de prestação de serviço já basta.

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